OS SETE PLANOS E O HOMEM

1º) Plano ádico ou logoico

2º) Plano monádico ou anupadóquio

3º) Plano nirvânico ou atmico

4º) Plano buddhico ou intuitivo

5º) Plano mental ou manásico

6º) Plano astral ou kamásico

7º) Plano físico

Cada plano tem sete sub-planos.

1º) O logoico, imaterial, primeira manifestação da trindade: vontade e poder.

2º) O monádico, imaterial, segundo aspecto: amor sabedoria.

3º) O Átmico, matéria atômica, plano espiritual, o triplo espírito do homem, terceiro aspecto:  inteligência ativa. (Na visão católica esses três representam o Pai, o Filho e o Espirito Santo).

4º) O buddhico, plano da intuição, matéria atômica. O eu encarnante com sua personalidade. Corpo buddhico, anandamayakosha. (O espirito já com a alma pronta para descer à matéria).

5º) O mental, a própria alma, matéria atômica. Os três primeiros sub-planos deste quinto plano a contar de cima para baixo compõe o plano mental superior, nível  arupa (sem forma), onde situa-se o corpo mental superior ou corpo causal, karanasharira, também chamado de plano da alma ou tríade superior. Os quatro sub-planos seguintes são chamados de quaternário inferior, ou simplesmente manas, nível rupa (com forma).

6º) O astral, matéria atômica, corpo astral, kama-rupa, corpo dos desejos ou das emoções, que se sutiliza a medida em que o homem evolui. Ele foi desenvolvido na raça atlante, assim como o físico o foi na lemuriana, a terceira raça-raiz cronologicamente, porem a primeira física, pois as duas primeiras raças eram gelatinosas e hermafroditas. Atualmente como arianos, estamos desenvolvendo o corpo mental. A partir do momento em que o homem passa a viver nesse plano e com total domínio sobre o astral, ele deixa também as emoções para traz e consequentemente os desejos. Todo homem que atinge essa condição torna-se um sacerdote por excelência. Aquele verdadeiro sacerdote que não é mais escravo das miragens.

7º) O físico tem sete sub-planos como todos os outros, ou sete sub-extratos. A contar de baixo para cima.

Sólido, liquido, gasoso, etérico, super-etérico, sub-atômico e atômico.

Os sete corpos.

1º) Corpo físico denso, sthula-sharira.

2º) Corpo etérico, linga-sharira.

3º) Corpo astral, kama-rupa, corpo dos desejos.

4º) Corpo mental inferior, manas, nível rupa (com forma).

5º) Corpo mental superior ou causal, karanasharira, nível arupa (sem forma), a alma.

7º) Corpo átmico ou espiritual.

O corpo mental inferior também é chamado por alguns autores de kama-manas. Kama=emoções, manas=mente. Kama-manas pode ser traduzido por mental com ligeiras características emocionais.

A palavra sânscrita átma, tem sido traduzida ora por alma ora por espírito. J.J. Van Der Leeuw em seu livro Fogo Criador diz que átma corresponde a palavra hebraica ruach, a grega pneuma e a latina spiritus que significa espirito ou alento.

Alma é uma manifestação do espirito, assim como a personalidade o é da alma.

Por tanto entendemos que a alma é sinônimo de corpo causal, que pertence ao plano mental, o quinto plano de cima para baixo, e o espirito se situa no plano nirvânico ou átmico, o terceiro plano.

Enquanto o ego tem sido considerado sinônimo de alma pelos teósofos, outras escolas o consideram como personalidade, devido a palavra egoísmo ser derivada de ego e esta imperfeição ser própria da personalidade.

A personalidade, faz parte da tríade inferior que é formada pelos corpos físico, astral e mental inferior que também é chamada de quaternário, pois o físico é composto pelos corpos físico denso e etérico.

As mônadas que hoje habitam o planeta terra como espíritos em ascensão, em sua involução habitaram o primeiro reino elemental em Júpiter, o segundo em Saturno, o terceiro em Urano, o reino mineral em Netuno, o reino animal em Vênus e o reino humano na Terra.

O sete é o número sagrado, representa a soma da tríade superior com o quaternário inferior.

O dez é o número perfeito. O homem é representado pela estrela de cinco pontas, cabeça, braços e pernas. Multiplicados por dois que são a personalidade, o centro das experiências, e a alma, o centro da consciência, teremos o dez.

A tríade superior é formada pelos corpos mental superior ou causal, corpo buddhico (da intuição) e o átmico, corpo espiritual.

Acima dessas duas tríades temos a tríade logoica formada pelas três manifestações da Deidade que são: Vontade-poder, amor-sabedoria e inteligência-ativa. A Santíssima Trindade.

Essa Santíssima Trindade que é conhecida por Pai, filho e Espirito Santo, é formada pelo Manu, o Espirito Patriarcal, o Pai da nossa humanidade, o guardião do Primeiro Raio; o Boddhisattva, o Filho, o Cristo e guardião do Segundo Raio e o Mahachohan, o Grande Senhor, Maha=grande, chohan=Senhor, o guardião dos cinco Raios.

Tudo o que acontece na terra, desde o átomo último ao mais avançado iniciado, está sob os cuidados do Mahachohan. Ele é o consolador que Cristo prometeu a seus discípulos.

O homem tem sete corpos que se dividem em uma tríade e um quaternário.

A tríade atma-buddhi-manas é o verdadeiro ser que evolui. O corpo causal é o arquivo dos conhecimentos adquiridos nas existências passadas, é com este veiculo que o homem mais evoluído passa a viver no devachan, ou mundo dos espíritos. O corpo causal é formado pelo atma-buddhi-manas. Aqui a palavra atma representa vontade, buddhi sabedoria e manas inteligência, que são as manifestações destes três estados de consciência. Dependendo do grau de evolução do ser, ele vai ampliando as consciências relativas a estes planos na seguinte sequência: Causal com manas, causal com consciência no manas-buddhi e causal com plena consciência no atma-buddhi-manas. A integração com o plano buddhico só é possível após o adepto ter passado pela quarta iniciação. Com o atmico, após a oitava iniciação, quando o iniciado atinge o estado de samadhi.

O quaternário é formado pelos corpos: mental inferior (manas), astral ou emocional (kama-rupa), etérico (linga-sharira) e físico denso (sthula-sharira).

Os dois, etérico e astral, o homem mais evoluído abandona-os após a morte do corpo físico denso, sendo primeiro, o etérico, após algumas horas, depois o astral, após alguns dias dependendo do grau de evolução do ser. O quarto, o mental inferior, é levado com o homem para o devachan, servindo de instrumento do causal para o ser atingir os planos superiores.

Os homens mais atrasados que não entram no devachan, ficam vivendo no astral, que seria o purgatório da igreja. Estes encarnam e desencarnam sucessivamente quase que sem interrupção como os animais, e não tem vontade própria sobre essa sucessão, são impelidos á este ciclo reencarnatório compulsoriamente, e se esse processo é acelerado ou retardado, é em função das necessidades da evolução coletiva, e não individual. Somente após ter atingido as primeiras iniciações, o ser passa a ter autonomia sobre sua vida. Passa a ter participação na escolha de quando e como se reencarnar.

A mônada, a fagulha divina, a potencialidade do ser, desce ao plano imediatamente abaixo do seu, o átmico e se reveste da matéria desse plano. Esse acontecimento é o que se pode chamar de nascimento do espirito. Esse espirito desce um plano abaixo, o buddhico e adquire suas características intuitivas. Descendo mais abaixo no plano mental desenvolve o intelecto e sua mente se divide em mente superior arupa, sem forma ou corpo causal e mente inferior kama-manas, a mente com ligeira tendência emocional e mais abaixo atinge o plano astral, o plano das emoções. Finalmente desce à matéria por meio do corpo etérico.

Após o processo de formação da alma pelo espirito, esta se divide em doze almas as quais se subdividem em outas doze formando assim cento e quarenta e quatro almas gêmeas que vão percorrer o longo caminho da evolução ontológica até em algum tempo se unirem novamente dando ao seu espirito as condições de perfeição do latim per factus =perto do fato, fato esse divino ou Deus, o retorno do filho pródigo à casa do Pai.

Ao processo de decida é dado o nome de involução, onde o ser puro e imaculado está isento de vícios ou virtudes, defeitos ou qualidades. A mônada involui até o reino mineral.

O processo da evolução inicia-se no reino vegetal onde duas correntes evoluem paralelamente, a humana e a dos anjos ou devas.

Essa evolução se divide em duas etapas, pravritti-mãrga e nivritti-mãrga, a ida e a volta. Elas representam a trajetória do filho pródigo. Pravritti é a vida intensa da personalidade, quando o ser começa a caminhar pelo mundo, nivritti é o caminho da iniciação quando o homem resolve voltar para a casa do Pai.

O caminho de ida, é impregnado dos três estados de consciência da matéria, sattva, rajas e tamas, ritmo, mobilidade e inércia. O de volta é envolvido pelos aspectos de consciência espiritual, criya, jnana e ichchha, atividade, sabedoria e vontade.

A intima ligação entre a alma e a personalidade, está no símbolo de peixes. Este signo é representado por dois peixes ligados por um fio, o sutratma. No início a personalidade é dominante ou dominadora, fazendo da alma sua escrava. Assim que o homem evolui e conquista o discipulado, esse processo se inverte, passando a alma, ter domínio sobre a personalidade.

O reino mineral se alimenta basicamente dos elementais naturais. O vegetal se alimenta dos minerais e elementais naturais. O animal se alimenta do vegetal, do mineral e dos elementais naturais. O humano se alimenta dos animais, vegetais, minerais e elementais naturais. O espirito se alimenta de prana, a energia vital universal. Fica livre das composições materiais dos reinos antecessores.

O homem que deseja ingressar no reino espiritual, rompendo definitivamente os laços com o mundo físico, terá que invariavelmente se abster de alimentação desses reinos na ordem inversa da evolução primária, deixando primeiramente da alimentação animal depois do vegetal e sucessores.

Como dissemos cada plano tem sete subdivisões, portanto o umbral dos espiritas, chamado de inferno pela igreja, é uma das subdivisões mais baixas do plano astral, assim como o purgatório seria uma subdivisão mais elevada. O céu da igreja, corresponde ao plano mental, ou o sétimo sub-plano do plano astral.

O homem ao desencarnar, entra em contato com a subdivisão astral que lhe é familiar, é atraído pelas vibrações afins, e fica vivendo nesse plano até que lhe venha o cansaço e por meio da idiossincrasia ou de condições tais como, arrependimento, esgotamento parcial do karma, ele passa a outro sub-plano mais elevado ou retorna à matéria.

Não gosto de empregar a palavra mundo em tais casos, pois que, está palavra vem do latim mundus que quer dizer puro e tem como contrário a palavra imundo. Por tanto um sub-plano com as características de um inferno, jamais deveria ser considerado um mundo.

O eu é a fagulha divina, o verbo que se fez carne, a imagem de Deus que Deus espargiu em versos, criando o universo=uno+verso. O eu é o potencial Divino inerente nas criações que ao se desenvolverem, se tornam criaturas individuais e recebem o livre arbítrio para continuar sua evolução. O livre arbítrio são os bens que o filho pródigo recebeu do Pai ao sair de casa. O livre arbítrio é propriedade da consciência do ser que dá origem a personalidade, o nascimento do ser simples e ignorante que recebeu a liberdade para caminhar e evoluir. O livre arbítrio é o fruto do bem e do mal que Eva comeu. Eva foi tentada pela serpente que vem do latim serpens

que tem o prefixo ser e o sufixo pens que é o prefixo de pensamento, por tanto serpente simboliza o ser pensante. A serpente na literatura tântrica é o símbolo sagrado representado pela cobra naja e em várias entidades ela está em seus símbolos, como na medicina e na Teosofia. Daí em diante o ser se desenvolve guiado pela lei do karma, que em sânscrito quer dizer ação e reação, karma pode ser entendido como lei de ação e reação. Sob a disciplina desta lei, o ser aprende que suas ações emitem vibrações que em forma de ondas magnéticas, vagueiam pelo universo até encontrar o momento propício de atingir seu alvo que é o próprio emissor da onda. Ela funciona como um bumerangue.

Quando emitimos uma onda sobre outro ser, essa onda atinge o seu alvo e retorna no tempo e no espaço para o seu criador, seja ela boa ou má.

Essa reação pode demorar anos ou até várias encarnações para encontrar o momento de seu retorno.

A personalidade existe em função da realidade ôntica, o eu em função da unidade ontológica.

Deus=Uno eu=verso personalidade=diversos.

O ser em sua plenitude se divide em ente e ser. O princípio ontológico são as potencialidades do ser e toda extensão desde sua criação até o atual. O princípio ôntico são seu corpo, suas formas e as manifestações da personalidade durante cada existência física.

O princípio ôntico determina o ser como ente e trata da personalidade, que nada mais é que um estado atual, uma roupa que se usa, como a própria palavra diz: Personalidade do latim persona, que quer dizer mascara. O ser se mascara, se veste com a personalidade.

O ôntico é analisado pela ciência, enquanto o ontológico, pela filosofia.

O ontológico determina a individualidade do ser, toda a sua plenitude, eximindo-o de qualquer personalidade. Vê o ser como um todo, em toda a sua extensão.

Ser ou não ser eis a questão.

Esta frase que Shakespeare foi buscar em Alceste de Euripedes sintetiza toda a questão destes dois princípios.

Não existem ciências exatas e ciências humanas como foi dividida, mas tão só ciências. A matemática, economia astronomia, são ciências mas a biologia não pode ser considerada ciência, pois que, a verdade científica é relativa. A ciência não penetra no amago das coisas, ela trabalha somente no objetivo. A ciência é mensurabilidade que depende dos fatores tempo e espaço.

Biologia não é ciência porque não se pode fragmentar a vida, não existe ¼ ou 1/3 de vida, mas tão somente vida. Atualmente a biologia está mais para hilologia que é a ciência da matéria, hilo vem do grego hylé=matéria, ao contrário de bio= vida.

Por tanto a biologia é um braço da ontologia que por sua vez é uma variante da filosofia.

Atualmente a biologia tem sido tratado como ciência porque os médicos curam somente o corpo físico. O médico quando opera um câncer de seio, extrai somente o mal que havia no corpo físico, porem a doença permanece no duplo etérico e irá se manifestar posteriormente.

Quando a medicina ultrapassar os parâmetros do objetivo e atingir a causa que está no suprajetivo, aí então ela deixara de ser ciência para ser biologia.

O corpo causal, karanasharira é o veículo do ser. Conforme o homem evolui, desenvolve poderes que lhe despertam a consciência dos planos superiores como vimos acima. O arquivo de conhecimento é propriedade do ser, e a totalidade de seus bens adquiridos no decorrer de suas existências passadas e não do corpo causal, que é um veiculo de matéria atômica, que o ser após a quarta iniciação, irá se livrar como hoje o faz com os corpos físico, etérico e astral.

O corpo causal também será descartado quando o ser tiver atingido planos acima do espiritual e vibrar em outras dimensões.

 

FABIO A. S. PRADO

ocultista

 

 

 

 

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Publicado por

Blog Do Fábio Prado

Este blog visa criticar a situação caótica da vida social, politica e religiosa deste pais. Tudo que escrevo e talvez se Deus me permitir escreverei faz parte daquela verdade que acredito e há muitos anos venho estudando, pode não ser a sua verdade ou a verdade verdadeira, mas venho notando que no mundo há duas facções de pessoas, as que acreditam na reencarnação e as que não acreditam. É para aquelas que acreditam que vou tentar passar um pouco dos conhecimentos que adquiri ao longo desta existência. Peço a Deus que ilumine meus pensamentos e guie meus passos nessa trajetória de tentar me tornar um arauto do Senhor. Que a paz e o amor de Jesus esteja conosco agora e sempre. Não reparem a minha escrita pois só tenho o curso primário. Fabio A. S. Prado Ocultista

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