MINHA VIDA DE HIENA Tentando sair do inferno

Vocês devem saber que a hiena come as fezes de outros animais, pois é eu também comi o pão que diabo amaçou.

Nasci e fui filho único por toda vida, fui sempre mimado e tive tudo que desejava materialmente durante toda a infância, até que na adolescência quis uma lambreta e minha mãe se recusou a me dar porque sabia que eu era louco. Ai comi folhas de comigo ninguém pode e fui parar no hospital, essa foi a primeira tentativa de suicídio no decorrer de outras tantas.

Quando criança minha mãe como professora do Grupo Escolar onde eu estudava me obrigou a repetir o terceiro ano do primário.

Aí já começou a minha revolta pela vida. Nesse mesmo ano quando a professora contou a história de Fernão Dias Paes Leme, que ele não achou as esmeraldas, para mim foi um grande suplício, uma dor profundamente amargurada. Depois de adulto e de crer na reencarnação, comecei a crer na possibilidade de ter sido aquele bandeirante. Talvez um dia  me sujeite a terapia de regressão de vidas passadas.

Servi o Exército em 1964 o ano da revolução, onde fui parar em Curitiba como motorista de caminhão, aquele GMC marítimo da segunda guerra, puxando um canhão e um sargento bêbado. Como eu era muito indisciplinado, além das prontidões diretas após o 31 de março só pegava cadeia e detenção.

Ao sair do Exército já havia parado de estudar na primeira série do ginásio, queria trabalhar, porém meus pais não queriam que eu trabalhasse e sim estudasse.

Eu tinha um tio, irmão da minha mãe que era fiscal de renda e tinha um ex-colega que havia deixado o cargo de fiscal, para abrir uma concessionária  Wolkswagem na  Av. Cruzeiro do sul onde eu que adorava carros quis trabalhar como mecânico.

O homem me disse que só podia dar emprego a quem fosse mecânico experiente e com cursos na fábrica. Aí eu perguntei se ele arrumava qualquer coisa sem precisar me pagar salário até que ele achasse conveniente pagar. Ele topou e eu comecei trabalhar no dia seguinte sem receber nada.

Minha mãe que era filha do coronel José Sandoval de Figueiredo um dos baluartes da antiga Força Pública hoje Polícia Militar e que havia sido diretor da Academia no Barro Branco e professor de francês, português e etiqueta, tendo escrito seis livros de gramática e um de civilidade e etiqueta ficou p da vida quando levei o macacão sujo de graxa para lavar, xingou-me o que pode e dizia que era um absurdo um operário na família. Disse-me que quando era moça saia de carro com chofer e se entrava numa drogaria para comprar um comprimido o chofer  tinha que carrega-lo, pois ela só podia carregar as luvas e a bolsa.

Meu avo também foi comendador da França e do Japão, comendas essas que guardo comigo até hoje.

Um mês depois fui nomeado pelo então governador Ademar de Barros ao cargo de escriturário assistente de administração na Secretaria da Fazenda do Estado na secção de protocolo.

Lá havia uma diretora do tipo Morgana (a feiticeira má da lenda do Rei Arthur) que todos morriam de medo. Um belo dia eu estava falando ao telefone do aparelho que ficava no centro de secção quando a ligação foi cortada pela secretária da chefe, olhei para elas e percebi a presença da diretora sentada ao lado da chefe. Fui até a diretora e disse: A senhora não tem educação, não esta vendo que eu falava ao telefone, não podia ser algo importante?

Na semana seguinte fui repreendido pelo Diário Oficial. Um mês depois, fui nomeado oficial instrutivo no Tribunal de Contas do Estado.

Meu tio, o fiscal de rendas namorava a  oficial de gabinete de um  Ministro do Tribunal e era amigo pessoal deste, e frequentavam um restaurante na praça Franklin Roosevelt chamado Baiuca.

Fiquei seis anos no tribunal de 1966 à 1971  quando pedi exoneração e a família caiu em cima de mim como animais ferozes, me dizendo que era um emprego para o resto da vida, um emprego garantido. Mas não adiantou sai mesmo assim. Sempre me chamaram de louco mas  meu consolo é que Jesus também foi chamado de louco.

Um dia minha mãe me apresentou um rapaz que arrumava empréstimo para ela através de uma assessoria financeira, ele perguntou: Quer trabalhar comigo, você vai ganhar muito dinheiro, e lá fui eu vender dinheiro a altos custos, mas não sabia da arapuca que estava entrando.

Durante uns três meses eu ganhei muito dinheiro, mas logo percebi que era trambique e cai fora. O negócio funcionava assim: eu oferecia Cr$ 10.000,00 ao cliente e este só recebia Cr$ 9.000,00 e ia pagar com os devidos juros e taxas sobre os dez mil. O dono da assessoria quando entrava o pedido do financiamento mandava para uma agência de viagens uma solicitação de viagem para a Europa, passavam-se uns dias ele pedia o cancelamento da viagem, nesse espaço de tempo a financeira já havia aprovado o crédito. O dono da agência de viagens ganhava uma porcentagem desses 10%, eu ganhava 3%, meu chefe sua participação e o resto era da assessoria, ´´a arapuca“.

Em agosto de 1972 desempregado e agoniado assistia um seriado de TV a 1,00 H da madrugada chamado Rota 66, eram dois rapazes que em cada capitulo da série procuravam o que fazer para ganhar uma grana. Naquele dia eles foram trabalhar de corretor de imóveis e venderam uma casa, se não estou enganado na praia de Malibu.

No dia seguinte fui ao Clineu Rocha a maior imobiliária da América do Sul que ficava na av. Angélica. Só para esclarecer a cabine telefônica tinha umas vinte e seis telefonistas e o Clineu era acionista do Estadão publicando diariamente umas seis ou sete paginas inteiras de anúncios de vendas de imóveis.  Lá fui com meu terno de tirilene inglês, camisa de voil suíço confeccionada na Old Crow na praça da republica e sapato Bibo de couro alemão. Um senhor que era chefe de equipe, sendo que lá haviam dez equipes de vendas cada qual com mais ou menos uns vinte e cinco corretores, ele se chamava Nelson e me disse: Está tudo bem, você tem classe e estilo, mas só tem um problema, você tem que trabalhar todos os dias inclusive sábados, domingos e feriados sem férias e nem um dia para descanso, mas pode ganhar muito dinheiro aqui!  Eu respondi ,tudo bem, eu topo.

No primeiro mês vendi um sobradinho no Brooklin Novo, no mês seguinte outra casa e até dezembro não passei um mês sem vender; em dezembro um colega foi para a Guizard Imóveis que estava crescendo com o sistema de plantonistas nos imóveis, liguei para o colega e ele me chamou. No ano de 1973 em janeiro vendi uma mansão no Pacaembu que tinha torneiras de ouro maciço e outra mansão no Brooklin Velho, mas não  recebi as comissões na integra pois o comprador do Pacaembu, um empresário na área de dedetização, proprietário da maior dedetizadora do pais na época, chorou mais que um lençol suportaria enxugar. Se as comissões tivessem sido pagas na integra o valor seria na época mais ou menos uns Cr$ 40.000,00 sendo que um Opala 0 Km custava Cr$ 23.000,00. Nesse ano eu ganhei por mês o valor de um carro popular. Quando comecei no Pacaembu tinha um TL 71 que troquei por um Dodge Dart 71 que troquei por um Camaro 67 . minha carreira como corretor me deu grandes momentos de júbilo, alegria e orgulho, apesar de que reconheço que a palavra orgulho se refere a um defeito, foi uma carreira de ascensão vertiginosa e fugas até que com meu primeiro casamento eu resolvi mudar de vida, para poder ficar em casa nos fins de semana para curtir minha filha, isso no inicio de 1975. Quase me tornei um´´YUPPIES“ , YOUNG UP WARDLY MOBILE PEOPLE  pessoas  jovens  em ascensão na escala social.

A história das torneiras de ouro,  pelo que fui informado é que a casa foi construída por um judeu que havia fugido da guerra e com medo de esconder sua fortuna transformou tudo em torneiras, mas não posso afirmar nada nem mesmo se eram de ouro.

Meu primeiro casamento que havia acontecido em janeiro de 1974 acabou em abril de 1975.

Logo após ter encerrado minha jornada como corretor de imóveis, um dia estava caminhando pela Pça da Republica quando me deparei com aquele amigo que havia me levado para aquele negócio de financiamento, ele me cumprimentou e após uma pequena conversa disse: Se quiser posso lhe arrumar um emprego, pois hoje sou um dos dez melhores vendedores do ano pela ADVB  Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil, ai ele falou; sabe como ganhei esse titulo, respondi que não, então ele cheio de orgulho disse: Um dos conselheiros da mesa durante a prova me perguntou:  Além de judeu, você tem outro defeito, eu respondi:  Sou corintiano.

Foi ai que percebi que não tinha a menor vocação para vendedor mas mesmo assim fui encontra-lo na ADVB onde arrumei um emprego de supervisor de vendas de um café famoso de São Paulo que durou um triste mês as custas de fazer um curso de vendas e um de supervisão de vendas. Guardei por muito tempo e com orgulho os vários diplomas de cursos que fiz emoldurados e pendurados na parede até que destruí tudo.

Depois disso arrumei um emprego numa financeira para aprovar créditos nas pequenas lojas de comércio que não tinham condições de financiar suas vendas por si só, eram lojas de material de construção lojas de moveis e outras.

Comecei saindo com um assessor antigo que ia me ensinar o b a ba do negócio, uma semana depois, estavamos em um material de construção e eu precisava comprar uma válvula americana para a pia da cozinha, peguei a válvula e perguntei ao dono da loja quanto era, ele respondeu: não é nada não, pode levar. Fiquei feliz na hora e continuamos nossa jornada pelos bairros e lojas. Uma semana depois estávamos numa lojinha de móveis e eu vi um andador e minha filha estava começando a andar. Eu perguntei o preço e foi a mesma coisa, não é nada, pode levar.

Uns dias depois, o meu instrutor, me convidou para almoçar na casa dele, ao chegarmos ele me disse: Está vendo essa casa, construí com material ganho nas lojas, era uma bela casa numa travessa da av. Santo Amaro. No dia seguinte fui a sede da empresa e pedi demissão, esse emprego tinha sido o meu primeiro registrado em carteira e a empresa não era uma arapuca, ao contrário uma grande financeira de São Paulo. O problema é que você pode ser honesto mas o empresário corruptor pode coloca-lo no caminho errado, o mal tem que ser cortado pela raiz, antes que a bola de neve cresça. Pode parecer fanatismo mas hoje aos 70, durmo tranquilo com relação a isso tudo.

Em setembro de 1975 um amigo que era do RH da Light e que mantinha contato com outras empresas me mandou fazer uma entrevista no Banco Crefisul. Lá eu chegando já fui entrevistado por um dos gerentes regionais que me falou, você veio por esse emprego, mas você tem nível de gerente. Vai querer o emprego de gerente ou não. Eu respondi é claro que quero. Ele nem me perguntou o meu nível escolar e me registrou na carteira como Sub gerente.

Estava fazendo estágio numa agência de Pinheiros e aprendi com o gerente desta como mostrar para os clientes o prazo de carência da caderneta de poupança.

Uma semana depois tivemos uma aula com outro gerente regional que estava explicando a forma do prazo de carência e em vez de fazer quatro linhas umas em cima das outras e fazer um risco de cima em baixo representando cada uma das quatro linhas um trimestre do ano e o risco que seria bem no meio representaria os quatros dias quinze de cada meio do trimestre.

Ele fez um risco grande linear e o dividiu em quatro tornando o calculo mais difícil, então foi ai que besta aqui falou, eu tenho um jeito mais fácil de fazer isso. Ele me mandou na lousa e lá fui eu fazer o que já sabia, mas tinha que ter ficado calado. Ele esperou um pouco e me mandou sentar, uns dias depois ele me falou, vou esperar terminar seus noventa dias de contrato e vou te demitir. Minha carreira de gerente de banco foi meteórica.

No dia 4 de novembro de 1976 o meu amigo da Light me arrumou nessa mesma  empresa o cargo de copista, aquele que copia os desenhos feito pelos desenhistas. Estava locado na secção de agrimensura, mas sempre fui louco por desenho arquitetônico, ate comecei um curso pensando em ser transferido para a secção de arquitetura, mas cinco meses depois pedi demissão para montar minha loja de plantas ornamentais e paisagismo. Tive a minha loja por dez anos de 1977 a 1986 na Av. Agua Fria nº 1830 onde também ganhei muito dinheiro como paisagista quando resolvi fecha-la e vir morar no meu sítio (Paraiso dos Caxuxos) no alto da serra de Cunha, onde estou até hoje como produtor de plantas ornamentais.

Em 1986 um pouco antes de vir para Guaratinguetá, o dono do jornal Tribuna Paulista do Tucuruvi, o qual eu fazia anúncios de minha loja, publicou um quarto de página com uma reportagem a meu respeito onde eu dizia que políticos não deveriam receber salários. Uns dias depois recebi um telefonema da Associação Comercial do Tucuruvi me convidando para participar de uma reunião, onde eu iria ser lançado candidato a deputado federal. Não compareci a reunião.

Talvez além de tantos problemas, eu também seja portador do complexo de Sísifo, que a psicologia explica.

Esse foi o lado bom da minha vida, agora é que vem o meu lado negro, mas antes de escrevê-lo só quero transcrever um pequeno trecho do livro O Lobo da Estepe de Hermann Hesse o qual eu me identifico muito.

“Minha vida fora penosa, transtornada e infeliz, conduzindo à destruição e ao niilismo, fora amargurada pelo sal de todo destino humano, mas havia sido rica , orgulhosa e senhorial; uma vida soberba até mesmo na miséria. E ainda que o resto do caminho até o ocaso fosse inteiramente desfigurado, o cerne desta vida fora nobre, tinha feição e estirpe, não girava em torno das moedas, mas em torno das estrelas´´.

 

 

 

SEGUNDO CAPITULO

 

 

Meu sofrimento começou quando tinha cinco anos e minha pajem amarrou uma rede na porta de um guarda roupas, daqueles antigos de três portas e a outra ponta da rede na janela do quarto, ela sentou-se comigo e o armário veio abaixo, ela me jogou contra a parede com muita força e eu soube depois de adulto que fiquei um dia inteiro em coma no hospital.

Um dia ainda com cinco anos estava com minha mãe no morro de Santa Terezinha em Santos, quando, um grupo de crianças maiores brincavam com um quati amarrado por uma corrente e eu fui puxar a corrente quando fui atacado pelo quati que me tirou um bom pedaço da perna.

Com cinco anos entrei para a escola um colégio que ficava ao lado da casa que morávamos. Fiz o jardim de infância, pré primário e primeiro ano quando fui expulso do colégio por mau comportamento. Então minha mãe me matriculou no Colégio Santana das freiras salesianas no qual não passou seis meses fui convidado a me retirar também por mau comportamento.

Quando tinha talvez uns oito ou nove anos entrei na sala de visitas da casa de minha avó onde morávamos e percebi que minha mãe tinha entrado e sumira, fui olhar atrás da porta e a vi abraçada aos beijos na boca com o diretor do grupo escolar onde eu estudava e ela era professora, mais tarde também notei que ela saia com um tio que era casado com uma irmã do meu pai, eles me levavam no carro dele que era um´´ Prefect“  e me diziam para não falar nada para a minha tia. Isso tudo me fez começar a sentir ódio pela minha mãe. Depois de adulto notei que era bem parecido com esse meu tio, como ele já morreu há muito não há como fazer o teste de DNA.

Em 1956 minha mãe prestou concurso para diretora e passou, sua primeira escolha foi em uma fazenda de produção de açúcar, na cidade de Assis.

Lá a casa da diretora era geminada com a escola e na entrada havia o quarto dos professores que eram dois que lá moravam. Eu estava no quarto ano do primário e um dos professores era o meu professor. Eu tinha 11 anos.

Lá fui estuprado várias vezes por meu professor no que resultou numa queda para o homossexualismo quando cresci.

Aos quatorze anos fiz uma operação da garganta com ela toda inflamada o que fez com que as anestesias não fizessem efeito, o médico não conseguiu tirar tudo e sempre carreguei essa dor de garganta que eu acredito ter sido causada por ter mandado degolar muitas pessoas quando tenho certeza, fui Henrique VIII o rei tirano da Inglaterra que mandou matar todos os padres da igreja católica, inclusive seu melhor amiga o chanceler Thomas More que era um tipo de conselheiro do rei junto ao papa. Tudo porque o papa não lhe concedeu permissão para se divorciar de Catarina de Aragão, pois ela não lhe dava um filho varão e Henrique queria se casar com Ana Bolena.  Um dia sonhei que uma amiga que era médium no centro espirita que eu frequentava, havia sido a minha quinta das seis esposas, a Catarina Howard. No sonho, aquele que hoje é seu marido e meu amigo, era o seu namorado que ela após ter casado com o rei continuou a encontra-lo as escondidas, motivo pelo qual foram ambos degolados.

Também aos quatorze anos fiz um eletroencefalograma que acusou um foco mental, o que resultou um problema duplo, um físico e outro espiritual pois tenho mediunidade intuitiva.

Foi nessa época que parei de estudar. Em 1960 estava no semi-internato do Liceu Eduardo Prado cursando a primeira série do ginásio e no fim do ano, na prova de música, eu que era péssimo nessa matéria pois sempre adorei música para ouvi-las mas não nasci com a menor vocação para músico, meu professor que disserto não ia muito com minha cara, me disse: Vá lá na frente da sala e cante uma música que eu passo você de ano. Não levantei da cadeira e repeti de ano. Em 1961 ainda fui matriculado no Colégio Osvaldo Cruz próximo ao Largo do Arouche. Minha mãe dava o dinheiro das mensalidades, eu gastava em farras e nas mesas de sinuca e nunca fui as aulas. No fim do ano ela foi chamada na escola e teve que pagar todas as mensalidades novamente.

Nessa época tirei diploma em malandragem e vagabundagem.

Atualmente controlo meus problemas mentais e obsessivos com muita prece e procurando criar um karma positivo, mas as vezes sou obrigado a fazer uso de clonozepan.

Aos dezesseis anos fui internado em um sanatório de doentes mentais, Sanatório Charcot na via Anchieta onde fiquei um mês, aos dezoito anos fiquei mais um mês no sanatório espirita João Evangelista no bairro do Tremembé onde apanhava constantemente  de um enfermeiro, aos vinte e um anos de idade fiquei mais um mês no Sanatório Iguatemi na av. Iguatemi Itaim SP, lá fui submetido a choques de insulina, o mesmo que aparece no filme Uma Mente Brilhante.  Lá eu conheci uma socialight paulistana desquitada com uns trinta e seis anos que saímos por alguns tempos e um dia estávamos passando na esquina da Ipiranga com São Luiz onde havia uma concessionária Ford e tinha um Mustang 66 na vitrine, ela me falou: meu pai vai me dar esse carro, quer que eu dê para você?  Eu respondi que sim, ela chegou em casa e disse ao pai que ia dar o carro para mim, o pai deu dois tiros nela um pegou parece-me que no ombro e o outro na parede.

Foi um escândalo na sociedade paulistana em1966.

Entre um e outro tratamento, fiz narcoanalize, sonoterapia e uma psiquiatra tentou o tratamento hipnótico, mas desistiu na primeira secção porque eu dei em cima dela. Eu deveria ter uns quinze anos e já era tarado.

Durante as internações tomava de 30 a 40 comprimidos por dia. Os enfermeiros vinham com um copinho cheio deles que mal cabiam na palma da mão. Hoje para que eu possa dormir bem mesmo teria que tomar dois comprimidos de clonozepan  2mg, mas só tomo um e por uns poucos dias até que a crise melhore. Os últimos sintomas tem sido devido ao refluxo e a gastrite, de náuseas, dor no corpo, febre, muita fraqueza, tosse e muco.

Minhas primeiras crises começaram aos quatorze anos. Brigava com minha mãe e  quebrava tudo em casa, tinha vontade de mata-la. Com o tempo fui perdoando-a e até senti pena quando ela morreu de câncer aos 82 anos em 1994.

Em 2005 tive uma crise fortíssima de depressão e ansiedade, a qual tratei com um psiquiatra aqui mesmo de Guaratinguetá. Os sintomas físicos eram de uma forte labirintite, náuseas fortes tontura e pressão 14×9, mas ele disse:  você não tem nada, é tudo dos nervos e realmente depois de alguns meses estava completamente curado, nunca mais tive labirintite.

Em 1974 como já disse me casei com minha primeira esposa que treze ou quatorze meses após ela me deixou porque descobriu que eu era homossexual. Supliquei muito para que ela voltasse mas ela me disse que fora a um psicólogo e ele lhe garantiu que eu jamais largaria essa doença, mas eu lhe garanti que ia conseguir. (Psicólogos, pensão que sabem tudo, mas não sabem nada). A psicologia atual só atinge 30% do seu verdadeiro objetivo. Os outros 70% estão resumidos nos livros de Barbara Ann Brennan ¨Mãos de Luz e Luz Emergente¨ e os de Alice A. Bailey).

Em 1977 conheci minha atual esposa e no primeiro dia que saímos, disse à ela: Eu sou homossexual mas estou lutando para vencer essa maldição na minha vida.

Casamos em maio de 1978 eu tinha 33 anos, em 1079 com 34 anos eu venci o homossexualismo, nunca mais tive nenhum envolvimento com ninguém. Hoje aos 70 já fazem 34 anos, mas ainda tenho pesadelos que estou envolvido em casos do gênero. Parece que o inferno nunca vai acabar. Nossa mente faz o que quer de nos até que aprendamos a controla-la. Meu eu superior venceu minha personalidade, mas esta ainda não aceitou a perda e continua me atormentando durante o sono.

Com o fumo foi a mesma coisa, parei de fumar no dia 8/5/1974, durante anos sonhava que estava fumando até que um dia os sonhos acabaram.

Fui muito humilhado pela família da minha primeira esposa e me proibiram de ver minha filha, pois ela havia se casado com um amigo de seu pai que soube posteriormente que ele batia nela.   Fiquei uma parte da sua infância sem poder vê-la, até que ele morreu.

Mas com minha atual esposa as coisas foram melhorando e o medo que tinha que quando meus filhos crescessem e viessem a saber que eu era homossexual foram sumindo porque realmente eu consegui vencer aquele mal.    Logo em seguida em 1979 escrevi esse soneto para minha esposa Zélia.

 

 

 

 

 

PROVAÇÃO

 

NESTE MUNDO IMUNDO

DE MUNDANOS E PROFANOS

NA MINHA CONSCIÊNCIA

MINHAS CONCUPICÊNCIAS

 

UM DUELO QUE NÃO SEI SE BELO

REVELO QUE SINTO UM ELO

UMA DIVISA QUE ATEMORISA

QUE SE IMPROVISA E SE FAZ BRISA

 

UM RUMOR QUE SE FAZ DOR

E COM PUDOR NASCE O AMOR

QUE TRAZ COR E DESABROCHA EM FLOR

 

UMA NOVA ERA QUE PARECE PRIMAVERA

UMA QUIMERA QUE SE ESMERA

E EU QUIZERA QUE FOSSE A TERRA.

 

Aos vinte e três anos fui levado a um centro espirita por um amigo onde resolvi meus problemas dos nervos e de obsessão, pois também descobri que tenho mediunidade intuitiva.

Nessa época descobri que possuía o dom de curar as pessoas. Um dia estava em Ribeirão Preto, onde uns amigos faziam odontologia e fui leva-los a faculdade. Ao entrar me deparei com um aluno que estava tendo uma crise de epilepsia, me abaixei e coloquei a mão sobre sua cabeça por alguns segundos e ele se levantou e saiu andando como se nada houvesse acontecido. Uma semana depois nos encontramos em um bailinho e ele veio me agradecer por ter lhe curado.

Uma das maiores curas que pratiquei foi a de um rapaz que havia começado a fazer hemodiálise com os dois rins parado. Cheguei em sua casa e disse-lhe: Vim lhe curar dessa doença. Ele me olhou com um sorriso largo e disse: Graças a Deus. Dei sete passes, um por semana até que seus rins voltaram a funcionar normalmente. Seu médico disse que nunca tinha visto algo igual.

Depois de quase vinte anos frequentando o centro espirita, já recuperado, trabalhei como doutrinador de espíritos, nas sessões de desobsessão, trabalho esse que me deprimia muito ao ponto sair chorando no final dos trabalhos, consequência essa do meu desequilíbrio emocional que é parte de meu karma. Um dia conversei com o espirito de uma criança desencarnada a pouco tempo que me tirou do prumo, o que me fez uns tempos depois parar de frequentar os centros espiritas. Mas logo após essa ocasião me mudei para cá em meu sítio onde estou até hoje. Aqui em Guaratinguetá não há centros bons, os espiritas daqui são todos cartolas como o próprio povo da cidade que comem mortadela e arrotam peito de peru.

Aos vinte e dois anos quase me tornei alcóolatra, pois meu amigo espirita levou-me várias vezes ao pronto socorro em estado de coma alcóolatra, ate que resolvi parar definitivamente com isso.

Aos vinte e cinco anos em 1970 eu tinha um Karmann Guia 68 vermelho, comecei a frequentar uma Boite no viaduto Pedroso e acabei por me tornar gigolô de algumas meninas, mas também foi uma curta carreira.

Uns anos antes, uma menina de Santana que saiamos esporadicamente me disse que me daria um DKW Ok para coloca-lo na praça como taxi e me garantiu, dentro de dois anos você terá uma frota de taxis. Isso em troca de ser seu gigolô, mas não aceite. Uns meses depois a procurei para sairmos e ela me disse: fulano, que era meu amigo de Santana“ agora é o meu gigolô, se quiser sair comigo tem que pagar, como ela era um espetáculo de mulher, paguei.

Dos dezessete aos dezenove anos fumei maconha com alguns amigos, até que tomei a decisão de parar, como todos os outros vícios que larguei. Aqueles que continuarão já estão quase todos mortos por suicídio, loucura câncer e outras aberrações.

Aos dezenove anos, logo após ter servido o exército, estávamos em Itanhaem, meu tio fiscal havia alugado uma casa na praia dos sonhos e como ele já havia me emprestado seu carro, uma Sinca tufão 64, lá me negou empresta-lo, sai com um amigo que tinha ido comigo, bebi uns quatorze cuba libres e roubei o fusca do vizinho, as cinco horas da manhã fui preso na rod. Anchieta e passei o fim de semana na cadeia. Meu tio que era também delegado da CEI comissão especial de inquérito do Palácio do Governo, podia ter me tirado na hora, mas me deixou preso para me castigar e só me tirou na segunda feira. Meu tio além de fiscal era chefe de posto, além de chefe de posto era inspetor, o que dirige vários postos, além de inspetor era juiz do tribunal de impostos e taxas da Secretaria da Fazenda do Estado, além de tudo isso era Caxias, ou por causa de ser Caxias era tudo isso. Meu dom de honestidade é herança familiar.

Um dia meu outro tio mais novo de minha mãe entrou em casa fardado, pois fazia o tiro de guerra e foi falar com seu pai, o coronel meu avô, estava com o colarinho desabutuado, entrou no escritório onde seu pai se encontrava e se dirigiu à ele; meu avô lhe olhou e disse: Perfili-se. Essa coisa de Caxias é realmente esquisita!

Dizem que os aquarianos tem muita facilidade para a regeneração. Nasci as 10,10 H. de 26/01/45.

Um dia minha sogra mãe da minha primeira esposa, estava conversando na sala de sua casa com uma senhora e eu participei da conversa. Dizia ela que André Luiz quando morreu e chegou nas trevas, almas que lá habitavam o chamaram de suicida. Ele respondeu que não pois não havia se matado, ai disseram a ele que era suicida porque fumara a vida toda, nesse dia 8/5/74 parei de fumar e nunca mais coloquei um cigarro na boca.

O amigo que me levou ao centro espírita, também me disse que descobriu em sonho que fomos presidiários em Taubaté, na última encarnação e que ele saiu e eu fiquei. Talvez aquele professor só tenha dado um empurrão para que eu reativasse minhas tendências homossexuais adquiridas nessa última encarnação.

Durante vinte anos frequentei o centro espírita, mas também frequentei por algum tempo a Teosofia a qual me dediquei com mais fervor passando a ler tudo que podia.

Hoje me dedico mais ao estudo de teosofia e ciências ocultas, mas não tenho e nem frequento nenhuma religião. Sigo meu caminho com Deus no coração e na mente procurando seguir a senda da retidão.

Depois de passar por mais de dez cirurgias sendo que três delas foram de uma fissura anal e a segunda um médico carniceiro acabou comigo, pois dias depois da cirurgia sofria dores terríveis que nem 80 gotas de dipirona resolvia o problema, até que um ano depois fui a um protologista muito bom que me operou no consultório e fiquei completamente curado.

Mas carreguei comigo essas dores terríveis ao evacuar por mais de dez anos.

Em janeiro de 2011 levei um tombo e bati a cabeça, em março fiquei paralitico do lado direito e tive que operar a cabeça.

Na pascoa de 2012 tive um enfarto e passei mais duas semanas na UTI do hospital, fiz cateterismo e angioplastia com um estêncil.

Agora em 19/04/2016 operei um cisto nas costas, que correspondeu a 11º  cirurgia, num total de 11 ao total:  2, quistos, 3, fissuras anais, 1 da garganta, 2 dentes do siso, 1 na cabeça, 1 no coração e por último um quisto sebáceo nas costas, isso tudo sem contar as inúmeras vezes que me corto com facas, canivetes e outros cutelos. Não passo um ano sem me cortar e geralmente cortes profundos com até 10 pontos. Realmente meu karma com o cutelo parece não ter fim.

São a prova das minhas atrocidades como Henrique VIII.

Com tanta dor física e moral resolvi escrever essa poesia.

 

 

A DOR

 

Senhor. Que a tua vontade se realize em mim. Como em todos os teus seres.

Que a dor possa me redimir e que eu possa compreendê-la.

Que eu tenha forças e resignação para suporta-la.

Oh! Bendita dor que me desperta do sono da inconsciência.

Que me transporta pelos mares da maledicência.

Oh! Dor erudita. Dai-me o descanso com tua ausência.

E me conduz a paz da imanência.

Dor, quero estar contigo enquanto necessário for.

Para despojar de mim, todo seu ardor.

Quero ser tua vítima até a morte.

Para renascer ainda como um forte.

Quero minha amiga, tua companhia nesta vida.

Para que à eternidade só tenha ida.

E quando em qualquer tempo, alguém lamentar tua presença.

E gritar desesperadamente, dor!

Quero estar por perto e ser senhor, para te rechaçar com todo o meu amor.

 

 

Para aqueles que não acreditam na reencarnação, Há uma nova ciência que está prestes a provar sua existência. Tudo que sabemos é que uma criança tem as mesmas impressões digitais de um homem que faleceu já há algum tempo. Acredito que as impressões da íris e o DNA também estão na pauta desse estudo.

As vezes penso em me matar, mas sei que o suicídio só iria transferir para a próxima encarnação aquilo que poderia resgatar nessa, mas se minha esposa não tampa um pote direito eu já grito com ela impregnado de muito ódio. Não sei de onde vem todo esse ódio, essa angustia e essa vontade de acabar com vida. As vezes também sinto nojo de mim mesmo por ter sido homossexual, aí da uma revolta, ódio, nojo e aquela vontade de morrer.

Se nas vidas passadas fui muito ruim, talvez um selvagem. Nessa também magoei,  ofendi e prejudiquei emocionalmente algumas pessoas até os trinta anos, após isso passei a agredir e magoar minha esposa e meus filhos. Mas hoje sei que eles me perdoaram e me amam porque são bons e viram que eu me esforcei e melhorei um pouco, daquele monstro que eu era.

Não tenho religião porque acho que todas elas são mercenárias e só pensão em dinheiro, para mim nenhuma delas presta. Umas não acreditam na reencarnação o que é lamentável, pois achar que um estropiado nasce daquele jeito e outros na luxuria e na soberba só por acaso é um absurdo. Esse deus miserável que permite isso não é deus é uma causa banal de acontecimentos aleatórios um deus miserável e ignorante . Esse que chamam de deus não passa de uma causalidade indefinida. O verdadeiro Deus jamais permitiria esse tipo de acontecimento, e se um ser nasce em condições precárias é porque em vidas passadas, cometeu atrocidades que ficaram arquivadas em sua ficha nos arquivos da eternidade que é controlada pelos Devas ou os Senhores do Karma. Há doutrinas boas que nos ensinam e nos conduzem aos bons caminhos. Mas por outro lado há as religiões reencarnacionistas como o Espiritismo Kardecista que para mim esta cheio de cartolas que se acham os donos da verdade mas é em si uma boa doutrina.

Eu já vivi muito apesar de só ter 71 anos mas já estou com o saco cheio dos religiosos que falam muito e não fazem nada. Cadê as irmãs Dulce, as madres Teresa de Calcuta. Talvez o ódio que eu carrego no coração seja pela revolta de não ver nenhuma luz no fim do túnel.

Uma vez estava em um Centro Espirita no Sumaré se não me engano era a rua Apinages ou Apiacas, era um grande centro renomado em São Paulo e um escritor famoso e orador, estava dando uma palestra, e lá pelas tantas ele começou a falar da Bhagavad Gita. Depois de um tempo, falou que a Bhagavad Gita era muito bonita, porem um pouco subversiva, pois Krishna estimulava seu discípulo Arjuna a matar os seus parentes.

Eu fiquei com vontade de me levantar e lhe explicar que como no evangelho de Jesus , suas parábolas não podem ser interpretadas ao pé da letra. Por tanto aqueles parentes que o mestre se referia eram as imperfeições do referido discípulo. Arjuna tinha que se livrar de suas imperfeições e não matar alguém.

A personalidade que adquirimos a cada encarnação são a base do nosso destino ou a trajetória prescrita do nosso cronograma da vida que nos vivemos atualmente, as nossas imperfeições são os nossos parente ou a nossa própria personalidade. Personalidade vem do latim ¨per sona¨ que quer dizer mascara. Nossa alma quando desce à matéria se mascara com uma personalidade que é formada por vários fatores tais como os signos, os raios, as descendências genéticas e o próprio Karma que é o fator mais importante das nossas vidas enquanto estamos sob o domínio da ignorância.

Outro dia o Papa Francisco disse que o dinheiro é coisa do diabo. Não concordo com ele, embora sou um grande admirador desse que para mim está sendo o maior dirigente espiritual da humanidade nos últimos tempos, não obstante há quem diga que é o anticristo.

Para mim o mau não está no dinheiro e sim no mau uso que dele se faz.

Não me lembro bem agora, mas Huberto Rohden dizia em algum de seus livros qualquer coisa parecida com: Pode um milionário estar livre de toda a sua fortuna, assim como pode um mendigo estar escravizado pelo dinheiro que não tem mas os deseja possuir.

Rezo quase todos os dias para me livrar dessa obsessão ou força maligna que invade minha mente e meu coração, peço ajuda á Jesus e proteção á Arcanjo Miguel, e é graças a essa  fé que tenho sobrevivido esses anos todos. Sabemos que isso tudo não passa de determinações dos Devas ou Senhores do Karma, para colocar-nos em provas e resgatarmos nossos karmas.

Dizem que a esperança é a última que morre, talvez um dia Deus me perdoe e eu consiga sair desse inferno. Ainda bem que Epimeteu irmão de Prometeu conseguiu salvar um pouco de esperança da caixa de Pandora.

Depois de ter lido quase todos os livros de Alice A. Bailey escrevi uma poesia sobre o Filho Pródigo com as interpretações extraídas de um tratado sobre psicologia esotérica da referida autora.

 

O FILHO PRÓDIGO

 

Primeira cruz: mutável

 

Pai! Dai-me a liberdade e os bens que se faz mister.

Dai-me o direito da gasta-los como bem quiser.

Pois sou teu filho e tenho os meus direitos outorgados.

Quero viver intensamente, tudo aquilo que a mim fora reservado.

 

Segunda cruz: Fixa

 

Pai! Dai-me forças para à tua casa retornar.

Ilumina-me para aos porcos saciar.

Esclarece-me como faze-lo corretamente.

Caminhando com passos firmes intensamente.

Permita-me um retorno rápido, seja como for.

Para a teu lado, receber logo todo amor.

 

Terceira cruz: Cardinal

 

Pai! agradeço-te por toda essa dor!

Do teu amor ser mais um portador

A meus irmãos poder levar,

A formula do verdadeiro amar.

Pai! Permita-me continuar,

À humanidade a fome saciar.

 

As três cruzes culminam nas três grandes iniciações: Física, astral e mental.

1º) Física: Em escorpião, Hercules vence a hidra de nove cabeças e se torna um discípulo triunfante.

2ª) Astral: Em touro o Buddha vence os desejos e se torna um iluminado.

3º) Mental: Em peixes o Cristo vence a morte e se torna o salvador do mundo.

As três cruzes são formadas pelos seguintes signos.

Mutável: Sagitário, virgem, gêmeos e peixes.

Fixa: Touro, leão, escorpião e aquário.

Cardinal: Câncer, áries, capricórnio e libra.

Na primeira fase da evolução humana a roda da vida gira de áries a touro via peixes, na segunda fase, de áries a peixes via touro.

A cruz cardinal representa a via sacra que o filho pródigo terá que percorrer: Aries-criação, touro-desejo, gêmeos-relacionamento, câncer-manifestação, leão-individualismo, virgem-materialismo, libra-legislação, escorpião-provação, sagitário-direção, capricórnio-iniciação, aquário-serviço, peixe-salvação.

Por tanto temos três portas. 1ª) Câncer a porta de entrada na matéria, onde ocorre a primeira encarnação. 2º) Capricórnio, a porta para a iniciação. 3º) Peixe a porta de saída onde o iniciado vence a morte e se livra do ciclo reencarnatório. Só se reencarna espontaneamente como missionário e não mais compulsoriamente sob a lei do karma.

Em casa nossa família forma a cruz do mundo. Eu, aquário, Zélia minha esposa leão, Fabinho meu primeiro filho escorpião, Caxuxa a segunda filha touro. Angélica a terceira filha  é de gêmeos que pertence a cruz mutável, sua personalidade é bem acentuada de uma dupla personalidade que é típico dos nativos de gêmeos, da cruz mutável e dos signos duplos.

É claro que cada signo duplo tem acentuações mais especificas assim como peixes uma tendência ao homossexualismo. Mas não se preocupe porque isso não é uma regra, só uma tendência.

 

Senhor

 

Fazei de mim instrumento da tua paz, do teu amor e da tua obra.

Permiti que eu me torne brando, benevolente, paciente, tolerante e portador de todas  tuas virtudes.

Fazei de mim teu filho fiel as tuas leis e cumpridor dos teus ensinamentos.

Permiti que teu amor preencha todo o meu ser me fazendo mensageiro das tuas Graças.

Que eu tenha vontade forte e minhas vibrações possam amenizar o sofrimento de todos nossos irmãos sofredores por intermédio da tua benção.

Amem 2014.

 

2016: Sinto que meu comportamento físico e astral estão mudando.

Físico: Zumbido no ouvido diminuindo, dor no nódulo da tireoide que começou há uns meses sumiu quando marquei consulta com o médico, cancelei a consulta, estava bebendo todos os dias na hora do almoço, um dia era uma cervejinha, um vinho, uma caipirinha ou umas batidas de pinga ou outras. Há uns meses parei definitivamente de beber e não tenho mais sentido a menor falta do álcool. Um dia resolvi fazer uma caipirinha que era a minha bebida predileta, tomei alguns goles e joguei o resto fora, não achei a menor graça. O barzinho está cheio delas, mas não me seduzem mais.

Astral: O ódio que tinha pelos tomadores de conta de carro passou completamente, até passei a dar umas moedinhas para eles e consentir que tomem conta do carro quando vou à feira com a Zélia, todo aquele ódio que sentia está sumindo pouco a pouco. Já estou pensando em parar de comer carnes de animais e fazer abstinência sexual.

Meu processo de ascensão está iniciando, agora terei que me livrar definitivamente da gula, do sono, da ira e do sexo.

 

Amem

 

 

 

Fabio A.S. Prado

ocultista

 

 

Anúncios

Publicado por

Blog Do Fábio Prado

Este blog visa criticar a situação caótica da vida social, politica e religiosa deste pais. Tudo que escrevo e talvez se Deus me permitir escreverei faz parte daquela verdade que acredito e há muitos anos venho estudando, pode não ser a sua verdade ou a verdade verdadeira, mas venho notando que no mundo há duas facções de pessoas, as que acreditam na reencarnação e as que não acreditam. É para aquelas que acreditam que vou tentar passar um pouco dos conhecimentos que adquiri ao longo desta existência. Peço a Deus que ilumine meus pensamentos e guie meus passos nessa trajetória de tentar me tornar um arauto do Senhor. Que a paz e o amor de Jesus esteja conosco agora e sempre. Não reparem a minha escrita pois só tenho o curso primário. Fabio A. S. Prado Ocultista

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s